Olá a
todos!
Chamo-me Ana Rita Mesquita
Semedo, e nasci a 6 de Fevereiro de 1999, desde os primeiros
dias de vida foi-me diagnosticada uma doença incurável, o síndrome de
Larsen-Like Shprintzen-Goldberg, que se traduz num
consequente atraso de desenvolvimento psico-motor, estrabismo
divergente e estigmatismo bilateral, dilatação da raiz da aorta e os
pés equivocaras bilaterais congénitos. Desde então, já fui submetida a
13 intervenções cirúrgicas e seguida em múltiplas consultas dos
Hospitais Dona Estefânia, Santa Maria, Santa Cruz e no hospital
Pediátrico de Coimbra.
Fui operada 5 vezes no
hospital Santa Maria devido ao problema de estrabismo, no final de
2000 à coluna cervical a uma luxação C2-C3, foi-me feita uma redução
sub total e fixação inter laminar posterior e colocação de uma prótese
óssea, tendo-me sido colocada uma prótese torácica em 2005 pois tive
um agravamento da alteração da postura cervical. Num TAC realizado,
foi revelada uma luxação C1-C2 com aumento do espaço articular,
diminuição do canal vertebral devido ao avanço do arco posterior do
atlas, acentuada deslocação anterior de C3 sobre C4, mantendo o canal
vertebral com dimensões no limite inferior da normalidade, o que vem
dificultar a minha locomoção. Em Abril de 2005, comecei a ser seguida
no hospital Pediátrico de Coimbra, onde fui novamente operada e voltei
a fazer uma nova luxação nas vértebras C3-C4, foi-me retirada maior
parte da extensão e flexão do pescoço, tendo usado durante 5 meses o
aparelho “Aloveste”. Em Dezembro de 2006, numa consulta de rotina foi
dado a conhecer à minha mãe que eu me encontro em perigo de vida,
estando sujeita a qualquer momento de ficar quadraplegica.
Neste momento aguardo uma decisão médica, uma vez que o médico que me
operou, disse que a cirurgia era muito complicada e ao mesmo tempo
inédita em Portugal.
Ficar-lhe-ei eternamente
grata se me puder ajudar!
Obrigado |